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sábado, julho 24, 2010

Liberdade é correr pelo céu!
Sempre unidos vamos triunfar (8)

Recuperando o tesão em escrever. Espero que esse incetivo seja pautado no que já construi até hoje.
Minha memória, minha história estão marcados, como diz Chico, feito tatuagem. Os pensamentos ficam aqui para quem quiser ver. A quem interessar meu muito obrigado. Aqueles que não ficam vislumbrados, um abraço. Não temo ninguém, assim como não vejo supremacia de um pelo outro. O que vejo são átomos e organizações. Quem ganhar essa disputa de disposição, acerta.

Eu busco ainda meu Hidrogênio.

sexta-feira, abril 10, 2009

Sexta Feira, Lapa.

A melhor sensação é olhar nos olhos da pessoa e vê-los revirarem, involuntariamente, embriagados pelo prazer que lhes é proporcionado.


Desde que cheguei
não paro
não sinto
não vejo.

Mentira dizer que não sinto,
o calafrio sobe do pescoço
até o pé do ouvido.
É bom saber que ainda estou vivo.

Já não sei dizer se o escuro da noite
que, ora consola, ora assola,
é realmente o que se passa lá fora.

Da consciência, resposta abstrata.
Dentro ou fora, o que se relata?
Qual o significado desta droga?

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Pra desafogar.



Esses dias de carnaval me deixam feliz. Na teoria me sinto alegre e pré-dispoto para a diversão, para a libido, os amores proibidos. No entanto, não é isso que tem percorrido os confins do meu mundinho. Um ar de tristeza e solidão tem perfurado meu coração como uma britadeira no auge da sua profusão sonora. Sentimento recorrente que tem, insistentemente, afastado os acontecimentos bons da minha linha de pensamento. É, eu preciso aprender a ser só, ver que a despeito do que se encontra em meu pensamento, é possível coexistir com esse sentimento de vazio que preenche todo meu espaço. Sem falar no fato de que quanto mais eu procuro, menos eu acho e, talvez, essa seja a resposta para a dúvida de que o desejo de me apaixonar seja o que impessa que eu veja a paixão nas pessoas e faça eu me perder nas próprias ilusões.

O carnaval veio como deveria vir e foi como eu não gostaria de ver. Resta saber se o que se estende de outrora vai fazer frente ao agora e ao que há de vir.



Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.


Passamos pelas coisas sem as ver
Eugénio de Andrade

domingo, fevereiro 22, 2009

Desencanto

Desencanto
Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue.
Volúpia ardente...Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

domingo, fevereiro 01, 2009

Seco

Sexo casual é sempre bom
principalmente quando é feito num motel da lapa,
as 6 da manhã, depois de uma dose de Tequila.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

no sex, no drugs, no life, no love. (Y)

cansei de escrever prolixamente
estava com desejo inerente no carnal
precisava tocar morder comer sentir
sem meias palavras ou estorias mal contadas
precisava voltar a ver o gosto e o desgosto da loucura, o desejo
antes que por esquecimento ou desprezo
eu passasse a crer no absurdo romantico do amor

hoje eu reservo o dia para a loucura

as vezes é sadio dar essa chance ao que esta subentendido
deixar a mascara que esconde a libido sair
nem que seja por um instante
mesmo que seja um instante solitario
e eu insisto em tentar escapar da realidade
da loucura de ser o que eu não tinha
e da verdade de ter o que eu não era

7-1-7

quarta-feira, maio 28, 2008

Estrelas para mim, só para mim..

De vez em quando
olhar as estrelas
me leva ao longe.
No que será que elas pensam
quando vêem-me perto,
porém tão distante.
Não sei se o incerto é o motor,
que faz com que a dor, o amor, o furor, o encanto,
transforme-se em pranto
aguado e mal acostumado,
a viver, sem poder distinguir
o brilho de um ser ao seu lado
do brilho da estrela do meu imaginário.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Basta de Clamares Inocência

Pois estou eu de novo, com Cartola e Elis na cabeça, além de várias outras pessoas no messenger.

"Um vázio se faz em meu peito, e de fato eu sinto em meu peito um vázio.
Com a falta das tuas carícias, as noites são longas e eu sinto mais frio."

O tempo se restringe a me dizer que a noite está fria.
Eu acompanho o barulho indomável do vento dizendo que não é hora
para mim.
Ainda perdido na realidade que doma os meus sonhos.
O que iremos fazer até que a aurora chegue?
Eu e meu amigo José Cuervo conversamos enquanto ela me desce arranhando a
garganta.
Quente e ilusória é a paixão que invade o meu ser e resgata do meu prazer o que já foi.
E o que já é.
Nós não somos. Nem por jústiça, ou por inveja, ou por vingança, ou por ganancia, não.
Sou eu. Labirinto de mim mesmo, esculpido no mármore retorcido e desnívelado.
Eu, ocupado pelo abstrato.